shipping icon

pickup icon

J-7: A nutrição pré-competição, por Guillaume Klein

Uma etapa decisiva para otimizar o sucesso da prova desportiva

Os objetivos:

  • Maximizar o armazenamento de energia sob a forma de glicogénio (reserva de açúcares do organismo).
  • Promover o conforto digestivo e evitar problemas gástricos durante o esforço.

O protocolo pré-competição:

1) A fase de descarga

Reduzir em 1/3 a ingestão diária de hidratos de carbono durante os 3 primeiros dias da semana anterior à competição (arroz, massa, quinoa, batata, batata-doce, pão, flocos de aveia…).

Uma redução que será feita retirando uma porção ao pequeno-almoço ou ao almoço, por questões relacionadas com o adormecimento e o sono.

2) A fase de recarga

Fazer um treino curto em jejum em J-3 e, depois, para aproveitar a janela metabólica após o esforço, tomar um pequeno-almoço mais rico em hidratos de carbono.

Isto permitirá iniciar a fase de supercompensação de hidratos de carbono e, assim, favorecer ao máximo a reconstituição das novas reservas de glicogénio.

Em J-3 e J-2, o objetivo será aumentar em 1/3 a ingestão diária de hidratos de carbono (arroz, massa, quinoa, batata, batata-doce, pão, flocos de aveia…).

Um aumento que deverá ser feito preferencialmente em duas refeições (almoço e jantar), por questões de regulação da energia ao longo do dia.

Exemplo (com um aumento distribuído pelo almoço e pelo jantar) :

  • Almoço (batata, batata-doce…)

Porção habitual = 250 g de peso cozinhado

Porção aumentada = 330 g de peso cozinhado

  • Jantar (arroz, massa, quinoa…)

Porção habitual = 200 g de peso cozinhado

Porção aumentada = 300 g de peso cozinhado

(As quantidades devem ser individualizadas de acordo com o perfil e as necessidades pessoais de cada um).

3) A fase de manutenção

Em J-1, as reservas já estão constituídas; o objetivo não é sobrecarregar o organismo.

Basta manter uma ingestão alimentar razoável e habitual, de modo a evitar um esforço significativo do sistema digestivo.

Um exemplo de pequeno-almoço na véspera da competição:

  • 50 g de flocos de aveia sem glúten.
  • Uma banana cortada em pedaços.
  • 30 g de uma mistura de frutos oleaginosos (nozes, amêndoas, avelãs…).
  • 30 g de alperces secos.
  • 30 g de proteína vegetal de cânhamo biológico.
  • 1 colher de chá de canela.

Preparar e misturar todos os ingredientes numa taça com leite de amêndoa sem açúcares adicionados.

Um exemplo de almoço na véspera da competição:

  • Sopa de legumes.
  • 250 g de batata-doce.
  • 2 ovos.
  • 1 iogurte skyr de ovelha sem açúcares adicionados.
  • 1 maçã.
  • Molho para a refeição: 1 colher de sopa de uma mistura de 50% de azeite virgem extra + 50% de óleo virgem extra rico em ómega 3 (colza, linhaça, noz, camelina…) + sumo de limão fresco e/ou (vinagre de sidra, vinagre balsâmico, tamari…).
  • 2 colheres de chá de sementes (abóbora, girassol, chia, sésamo, linhaça, cânhamo, papoila…).

Um exemplo de lanche na véspera da competição:

  • 1 banana.
  • 2 quadrados de chocolate preto com pelo menos 70% de cacau.
  • 30 g de uma mistura de frutos oleaginosos (nozes, amêndoas, avelãs…).

Um exemplo de jantar na véspera da competição:

  • Sopa de legumes.
  • 200 g de arroz basmati cozido.
  • 100 g de tofu.
  • 1 compota de fruta fresca sem açúcares adicionados.
  • Molho para a refeição: 1 colher de sopa de uma mistura de 50% de azeite virgem extra + 50% de óleo virgem extra rico em ómega 3 (colza, linhaça, noz, camelina…) + sumo de limão fresco e/ou (vinagre de sidra, vinagre balsâmico, tamari…).
  • 2 colheres de chá de sementes (abóbora, girassol, chia, sésamo, linhaça, cânhamo, papoila…).

(As quantidades devem ser individualizadas de acordo com o perfil e as necessidades pessoais de cada um).

4) Ao longo da semana

Diminuir ou eliminar, de acordo com a sensibilidade individual:

  • Os alimentos ricos em fibras (alguns legumes e frutas, alguns alimentos crus, cereais integrais, pão integral, leguminosas…).
  • Os alimentos ricos em glúten de trigo (pão, massa, bolos, pastelaria, pizzas, pratos preparados…).
  • Os pratos picantes e condimentados.

Privilegiar, para facilitar o trabalho digestivo:

  • O consumo de cereais e produtos semelhantes sem glúten (arroz, quinoa, painço, amaranto, aveia sem glúten, trigo-sarraceno, teff, fonio, sorgo…).
  • Frutas e legumes pobres em fibras (bananas maduras) e facilmente assimiláveis (purés, sopas, compotas…).

Assegurar um equilíbrio nutricional :

  • Fornecer uma quantidade suficiente de fruta e legumes para garantir vitaminas, minerais e oligoelementos, e equilibrar a acidez do organismo.
  • Favorecer o consumo de gorduras de qualidade, ricas em ómega 3 (peixe gordo, nozes, sementes de linhaça, óleo de colza…) para limitar os fatores inflamatórios.
  • Fornecer uma quantidade suficiente de proteínas variadas para assegurar a manutenção adequada da massa muscular e os elementos de construção do organismo.

Otimizar o estado de hidratação:

  • Variar as águas minerais, privilegiando no dia a dia uma água pouco mineralizada (Montcalm, Mont Roucous, Volvic…) e, durante o esforço, uma água rica em minerais (St Yorre, Vichy, Rozana…).
  • Evitar o álcool devido ao seu efeito diurético e desidratante.

Uma boa hidratação favorecerá o armazenamento de hidratos de carbono, mas também a correta circulação e o transporte de todas as substâncias necessárias ao bom funcionamento do organismo (vitaminas, minerais, oligoelementos, nutrientes…).

5) Dia da competição

Como o início das competições ocorre geralmente de manhã, o pequeno-almoço será, portanto, a última refeição.

O objetivo deste pequeno-almoço será fornecer combustível ao organismo e assegurar a manutenção das reservas energéticas, favorecendo simultaneamente o conforto digestivo durante o esforço.

CONCLUSÃO

Este protocolo permite estabelecer um enquadramento geral a aplicar ao nível alimentar durante a semana que antecede uma competição.

No entanto, é necessário individualizá-lo, para o adaptar especificamente ao modo de funcionamento de cada pessoa, mas também à hora de partida, à natureza e à intensidade da prova.

 

Este conteúdo foi publicado pelo nosso Embaixador Guillaume Klein (Coach pessoal especialista em nutrição desportiva e saúde / Especialista em ultra-resistência)

  • Diplomado pela Nutriformation, com especialização em micronutrição e nutr terapia
  • Formado em nutrição desportiva pela Academia de Nutrição Positiva Evonutri
  • Coach de Ultra Trail formado pela Liga de Atletismo Auvergne Rhône-Alpes
  • Nutricionista dietista do grupo profissional do FC Metz (desde 2018)
  • Nutricionista dietista do centro de formação do FC Metz (desde 2019)
  • Criador do método EPIC®

Apaixonado por desporto e atleta de ultra-resistência em corrida e ultraciclismo, Guillaume pôde testar em si próprio os benefícios de um equilíbrio alimentar natural, adequado às suas necessidades reais, e de um treino específico adaptado. Guillaume aprecia produtos de qualidade que respeitam as necessidades nutricionais do desportista, mas também, do ponto de vista da saúde, uma composição tão natural quanto possível.

Aproveite também os conselhos dele e descubra todos os nossos produtos neste site

Se desejar mais informações ou conselhos, não hesite em contactar o Guillaume através do seu site www.naturenergy.live.

 

Estes artigos podem interessar-lhe: 

Obrigado, ficou registado!